segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

(...)

Caralho! Odeio ver-te assim princesa. Por que suas lágrimas não cansam de cair? Gostaria de tomá-la nos braços e dizer que passar pela vida é fácil, gostaria de passar por todos os caminhos só pra te ensinar com precisão o mais correto pra que assim você não tenha que sofrer. Eu queria ter as palavras certas pra acalmar teu pranto, de nunca decepcionar-te. Gostaria tanto tanto de pegar nas tuas mãos criança e dizer que nada vai dar errado. Mas seria hipocrisia de minha parte e soaria tão clichê. É que eu te amo, tanto tanto e eu não quero ver tristeza no seu olhar, vamos, vamos caminhar juntas? Crescer e encarar o mundo? Pega essa minha felicidade aí pra você, porque eu não gosto de ser feliz sozinha, não gosto de ser feliz e te ver chorar. Porque quando você chora meu peito dói e eu me sinto culpada. Acalme-te princesa.

Marcele Gorito

Vem ficar junto comigo?


Mô, eu largaria tudo pra seguir contigo, parece clichê mas não é. Eu te amo. E cada segundo a mais sem você é doloroso, dói tanto te imaginar ao meu lado, sentindo teu cheiro, o calor do seu abraço. Eu queria dizer tanta coisa pra você olhando no fundo dos seus olhos e ouvir tudo aquilo que você tem pra me dizer, olhar nos teus olhos e ter certeza de que dessa vez tudo vai dar certo e que nem as sementes do mal podem acabar com essa felicidade. Queria ter a certeza do "pra sempre", mas acho isso muito conto de fadas, queria ter a certeza de que diz a verdade, mas quem pode saber a verdade senão Deus? Amor, anjo, mô, meu bem, tanto codinome pra uma só pessoa, e uma só pessoa pra me fazer feliz.

Marcele Gorito

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


Acordei e disse que me permitiria ser feliz, ser feliz de verdade. Sem razão, só ser feliz. A mesma coisa de sempre, desligar o despertador, tomar o café com leite que a avó deixou preparado em cima da mesa da cozinha, me vestir, me calçar e sair de casa com a cabeça erguida, agradecendo por mais um dia e com a certeza de que tudo daria certo. E deu.

Marcele Gorito

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Eu iria a pé do Rio a Salvador. ♪

Jurei que nunca mais escreveria uma linha sequer sobre você, que tiraria você dos meus pensamentos, mas está impossível, viu?!

Se lembra daquele dia na praça quando você perguntou-me se eu o amava e eu disse com todas as letras que não? Falei a verdade, sério mesmo. Mas eu sei que doeu amor. Daí os dias passaram, e daqui a pouco faz um mês, um mês de conversas,trocas de carinhos e do nosso primeiro beijo, você disse que não desistiria não é meu bem? Pois bem, conseguiu. Se é verdade ou não, não sei. Tudo me parece perfeito e encantador demais para querer acreditar. Eu jurei não te amar, mas tô te amando de forma incondicional.

                                                       Marcele Gorito

sábado, 29 de dezembro de 2012

Uma história que não é de cinema


Poderia ser só mais uma daquelas histórias de cinema, em que tem sempre a mocinha e a vilã. O casal principal briga a história inteira, mas o final deles é feliz.  Poderia ser mais um conto do Caio Fernando Abreu ou Clarice Lispector, mas não. Essa é a minha história, essa é a minha essência. E a minha história não começa com era uma vez, nem com palavras bonitas. E ela começa assim...
Na pequena cidade de São Paulo vivia a pequena Sara, com seu sorriso contagiante, cabelos dourados e olhos castanhos. Ela era pródiga de uma beleza fora do comum e uma inteligência admirável. Ela cresceu próximo a seus familiares paternos, e se sentia bem com eles, eram seu porto seguro depois da separação de seus pais.
Sara vivia com a mãe, Marluce e com a irmã Berenice. Mas logo resolveu ir morar com o pai e juntamente com ela, fora sua irmã. Carlos, seu pai, era o melhor do melhor do mundo pra ela, tinha o melhor carinho, o melhor abraço e a melhor conversa, ao contrário de sua relação com a sua mãe que era a base de, me desculpem o palavreado, porrada e palavras xulas.
Ela passou a conhecer outro universo, se tornou uma moça educada, aprendeu a se virar, cuidar de uma casa e a cuidar de si. Não fora seu pai que a ensinara, mas sim sua madrasta que a princípio se mostrava a amiga que Sara nunca tivera. E Sara a tratava como tal.
Mas a menina doce, meiga ao extremo se deixava passar por muitas situações humilhantes e guardava para si mesmo as coisas que a incomodavam, a madrasta de amiga não tinha nada e Sara começou a perceber que a mesma tinha ciúmes dela com seu paizinho. A menina fora humilhada, e muita das vezes apanhava sem saber o motivo. Não contava ao pai, pois sabia que o mesmo nada faria e cansava de ouvir que era a “infelicidade da vida dos dois” e em um dia comum que Sara se permitiu acreditar nisso, decidiu voltar a morar com a senhora que lhe dera a vida, mas que não merecia o título de mãe.
Sinceramente ela não sabia qual seria a pior situação, mas para todos ela dizia estar bem e feliz, quando na verdade se trancava no quarto e chorava pelos desaforos que sua mãe dizia e pelo desprezo que aquele pai, o paizinho, o melhor do mundo a estava dando.  
Agora ela se diz uma menina que tem pais separados, mas que ao mesmo tempo não possui pais, pois os mesmos não fazem questão de honrar o papel que lhes foi dado.
Essa não é a melhor das histórias, mas é a minha história, e como perceberam, Sara sou eu.


Marcele Gorito

sábado, 22 de dezembro de 2012

  Eu queria saber por que meu dia melhora tanto depois que eu falo com você. Por que depois de algumas palavras eu saio cantando pela casa, imaginando nós dois juntos de mãos dadas e uma felicidade eterna. É coisa de mulher eu sei, mas imagino até o nosso casamento, o momento do sim, minha madrinha me entregando os votos que escrevi pra ti.. imagino tudo tão lindo.. Só não imagino um mundo sem você.
  Eu sei lá o que é isso.. só sei que é alguma coisa que eu ainda não tenho coragem de assumir. Eu sei, sou covarde pra caramba, mas um dia isso passa, você vem pra mim e tudo se resolve e essas palhaçadas de criança ficam no passado. Junto com meu desejo de ter você em meus braços agora. Aqui.
  Sinto tanta vontade de te dizer certas coisas, todavia acho que você também deveria me dizer algumas certas verdades. Então sigo assim, guardando esse sentimento confuso e você aqui no meu peito, como um segredo. Um segredo que protejo com toda a minha vontade de ser feliz.

Sâmela

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Aquela vontade de sempre

   Daí vem você dizendo: com você é diferente. Eu soube disso no momento que te vi, tinha algo em você que me fazia sempre querer mais, mesmo sabendo que não era o mais prudente a fazer.
   Depois de ouvir isso, fiquei toda feliz, com uma alegria que logo logo passaria. Senti aquela vontade louca, sufocante eu diria, de te ter naquele exato momento. Sentir tua pele na minha, como tinha de ser. Desliguei o telefone e dei lugar as minhas pequenas neuroses, que me acompanham desde sempre, fiquei com ciúme, raiva e vontade de nunca mais nem te escutar dizer oi. 
   Então com a certeza de que eu estava certa, ignorei o menino que me dizia coisas lindas e provava exatamente o inverso. Estava tão farta daquela merda de joguinho de palavras "o seu sorriso encanta", "nunca encontrei nenhuma mulher que fosse como você" e por ai vai.. palavras que só serviam pra deixar viciada naquela voz, naquele homem, naquele quase sei lá o quê. Era uma vontade constante de estar com ele, mas ele nunca podia estar comigo, todavia não deixava suas outras "amiguinhas" e nem se importava em comentar e curtir todas as fotos e status postados por elas. Quanto a mim, nada. É, nadica de nada. 
  Então, não que eu tenha cansado dele. É só que tenho raiva demais daquele babaca a quem um dia depositei fé e um pouco de esperança de ser feliz.

Sâmela.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Minha Paris.


Minha Paris. Minha? Sim, quando durmo, nos meus sonhos, ela é minha. Só minha. Sonho com ela, com a sua bela arquitetura e com o lindo parisiense que me encantará e me chamará de “sua”. Mas há quem diga que sou muito da sonhadora,  e que quem sonha muito costuma “quebrar a cara”, porém, não tenho medo. Arrisco. A minha Paris me faz acreditar que tudo é possível e que o sonho nada mais é do que a inspiração que te ajuda a seguir em frente e a lutar pelos seus sonhos ao acordar.
O sonho sempre termina antes da melhor parte, claro! O melhor a gente realiza acordado.E a minha Paris não me decepcionará, tenho certeza disso. Um dia ainda vou acordar e olhar pela janela e analisar aquele clima temperado com invernos clementes e verões relativamente frescos e planejar meu dia passando pela Catedral de Notre-Dame, com uma parada essencial na Place des Vosges e com uma seção fotográfica na mais admirada Torre Eiffel.
Pode parecer que faço propaganda da mais bela Paris, mas sequer a conheço, sequer sei seus costumes. Sou apenas uma sonhadora que tem um carisma pela Paris dos sonhos mesmo que haja seus poréns.
Ah! Como esquecer do café parisiense com a mais bela das amigas? Exatamente! Na minha Paris a cafeteria é dos deuses, e é claro que lá será um UP para os meus escritos. Ah, minha Paris, minha! Minha e de quem acredita em sonhos.

Marcele Gorito

(...)


Não sei bem o que houve, quando dei por mim estava no banco da praça observando as suas caminhadas matinais, seguindo-te indiscretamente com o olhar. Quando dei por mim estava perguntando-te as horas e gaguejando ao falar. Você me olhava com um sorriso de meia boca e eu não sabia o que poderia ser dito para que não interrompesse tal momento. Os assuntos me fugiam...
Quando dei por mim estávamos tomando açaí e trocando número de celular.
Quando dei por mim percebi estar apaixonada, mas aí já era tarde demais. Não tarde demais para ser feliz. Não,não! Você me trouxe o ar, o chão, me trouxe o que há muito havia fugido de mim: a felicidade.

Marcele Gorito

Você é assim


Você se encaixa tão bem em mim. Seu jeito estranho de falar combina com a minha estranheza  Seu jeito meio torto de andar fica perfeito junto as minhas pernas desengonçadas. Seu perfume é tão doce quanto o meu, o seu olhar me tranquiliza e o seu beijo me faz tão contente. Você se encaixa tão bem nas minhas músicas, nas poesias recitadas no meio da noite, nos meus textos escritos nas primeiras horas do dia.Você se encaixa perfeitamente em tudo. Tudo!

Marcele Gorito

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor!


E ainda que me privassem de escrever para ti eu não conseguiria guardar as palavras apenas dentro de mim. Ainda que quisessem me afastar de ti, eu não deixaria. Ninguém pode conter as minhas palavras, ninguém pode sequer dizer que são para ti, a não ser que assine seu nome, coisa que você sabe bem que não faria. Escrevo-te sim, escrevo-te uma carta, uma frase, um poema. Escrevo-te nas entrelinhas, escrevo-te nos ditados não ditos, e nada preciso dizer. Você no fundo sabe que é sobre você e para você que escrevo. Talvez não hoje, mas talvez amanhã, pela manhã, quando o sol bater na minha janela me fazendo lembrar, me fazendo sentir e só assim me inspirar. 

Marcele Gorito

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Amor ventania

Você foi um daqueles amores que cegam a gente, que trazem amargura e dor. Que chega meio manso, meio meigo, meio amigo e meio fofo e quando vê acaba com a vida da gente. 






" Foi assim... Aquele amor de verão mais que terminou antes do mesmo. Não foi aquele amor que rendeu até o outono, foi aquele amor passageiro, mas que nos leva junto com ele no embalo da carruagem.  Não se engane minha gente, um amor como esse te torna tão fria como o gelo e tão rude quanto uma pedra. Talvez por puro modo de proteção ou por puro aprendizado. "

E você foi um desses amores. Você fingiu amar, fingiu ficar, fingiu ser meu. Enquanto eu era toda realidade, enquanto o enxoval do nosso casamento estava sendo comprado com todo carinho, com todo gosto especial. E de que vale agora? Nada. Pois o mesmo rasguei, rasguei e pus fogo. Pus fogo no que fazia lembrar-me de ti, só não pude pôr fogo em mim, porque uma coisa que aprendi nessa vida foi que não vale a pena se sacrificar por ninguém, e em todos os sentidos. E tenho dito.


Marcele Gorito.

Você quem disse


Meia noite, você aí no outro canto da cidade talvez com um livro na mão ou passeando pelas ruas de seu bairro. Estranho seria ligar e perguntar se nos veremos novamente, quando na verdade o que queremos é distância um do outro. Não por não gostar, não por simplesmente não querer. É só medo.
Medo de esbarrar os olhares, medo de não ser como antigamente. Nós temos medo até mesmo de usar as palavras, de dizer um simples “oi”. E esse medo vem da insegurança, da vontade contraditória de nos tocarmos, e é justamente por isso que nos evitamos mesmo com a vontade incondicional de estarmos na presença um do outro, de sentirmos a respiração um do outro.
Perguntam por aí o porquê do nosso fim, mas jamais alguém entenderia, por mais que explicássemos. A gente se ama, a gente só não se gosta mais. A gente se quer, a gente só não sabe viver junto.

                                                  Marcele Gorito.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pré-requisito


Quem disse que preciso agir nos conformes, falar bonito pra ser uma boa garota?
É pré-requisito? Pois que seja, não me torno menos “mulher” por dizer palavrão, por não gostar de maquiagem e preferir tênis a salto alto. Não posso, ou não deveria me tornar menos feminina por coisas inúteis que não definem sexo, como a roupa do corpo.
Não é porque eu gosto de calça jeans e odeio vestidos, não é porque eu não me incomodo de sair na rua de coque no cabelo e pés descalços que me torno menos menina. Não é porque eu larguei as minhas bonecas mais cedo do que as outras crianças que eu não era considerada a garotinha do papai.


E não é porque eu não falo de Deus o tempo inteiro, como algumas pessoas fanáticas que acham que falando Dele o tempo inteiro e odiando ao próximo já estarão salvos, que eu não O ame, e que eu não acredite no mesmo. Pelo contrário, não preciso gritar aos quatro cantos do universo o meu amor. Afinal, o amor é meu, não é?


Marcele Gorito.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Pode não parecer, mas eu sei.


Nos esbarramos pelos cantos da cidade, nos olhamos, ameçamos a chegar perto um do outro, mas não chegamos, permanecemos com a distância quilométrica, permanecemos com o muro entre nós. Faltam-nos palavras para um diálogo, faltam-nos atiude e atrevimento, mas na verdade não sabemos o porque disso tudo, não sabemos o que nos afastou. Se foi a falta de tempo, a falta de vontade, sei lá o quê.
Você anda perguntando sobre mim, eu sei. O moço da padaria contou-me, contou-me que você costuma comprar pão cinco minutos depois de mim, a senhora que vende jornal na esquina me pergunta o que nos aconteceu e é uma pergunta sem resposta e tudo o que consigo dizer é “são coisas da vida...”, mas eu mesma gostaria de nos entender. 
Meus amigos ainda me perguntam sobre você, e eu digo que você está feliz seguindo a sua vida com o seu novo amor, se é que tem um novo amor. E eu sei que você procura saber de mim, eu sei que ainda lê meus escritos, minha página na internet ainda é a sua página principal e também sei que as vezes você se pega olhando pra minha foto e permite que uma lágrima escorra pela sua face.
Sei tanto por te conhecer, assim como sei que você também sabe que nesse momento estou aqui, escrevendo mais um texto cujo assunto é você, você sabe e está a espreita para ler mais um dos meus, dái você lerá cinco vezes  e depois abrirá um sorriso de meia boca como de costume e pensará “Ah, minha escritora”. Eu sei e você sabe, e sempre será assim, juntos ou separados, mesmo que você ande na calçada oposta a minha, mesmo que esqueçamos os nomes uns dos outros, eu ainda saberei que você estará tomando aquele delicioso vinho pensando em mim, no que devo estar fazendo, no meu próximo texto.
E quando eu conseguir publicar meu livro, eu sei, você estará na fila de autógrafos, mesmo que de cabeça baixa e mesmo que minta o nome, você estará lá. Por mim, por você, eu sei.


Marcele Gorito.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

(...)

Encontrara um motivo para sorrir, ah, encontrara. Encontrara em Fábio a certeza de um futuro bom, de um futuro auspicioso. 

Ana conhecera Fábio através de amigos em comum, quando estavam numa festa. Festa essa em que Fábio derramou vinho no formoso vestido da garota mais bela, que logo ficou enfadada. O moreno de cabelos castanhos se desculpou velozmente, tentando ajudá-la de alguma forma, mas ainda assim  conseguiu fazer outra asneira de derramar mais vinho na bela garota, que dessa vez riu da situação e disse para que o mesmo não se preocupasse e que a esmo sua casa não ficava longe dali. 
Ana foi-se, e deixou encanto no ar. Não sabe-se com quem, mas Fábio conseguiu o telefone dela, e telefonara para ela com ardor, dentro dele algo gritava para conhecê-la melhor.
E assim foi.. Se encontraram muitas vezes depois, construíram um carinho, uma amizade, construíram uma confiança que fez com que se intensificasse cada vez mais o gostar.

Se fizeram presentes na vida um do outro, se fizeram casal, amigos, amantes, fizeram lapidar o amor.

Marcele Gorito.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Mas não era uma carta,

Hoje acordei cedo com uma vontade louca de escrever pra você. Sim! Pra você meu amor! Uma vontade louca de dizer que sinto saudades, que meu coração acelera quando o telefone toca e aparece seu número na tela, que meus dedos coçam freneticamente para não mandar uma mensagem só pra saber como está sendo seu dia, que minha cabeça pira quando sua voz surge no ar.
Ah, anjo meu, meu anjo. Vem ficar comigo vem? Sei que também deseja isso, ah, eu sei! Vem? Vem ser feliz ao meu lado? Correr, pular, brincar e sorrir comigo? Vem ser meu eterno anjo? Ou simplesmente venha ser meu anjo de momento? Vem pra cá, vem pro meu lado, vem?
Não sei o que anda pensando muito menos o que anda fazendo, mas sei, no fundo eu sei que é ao meu lado que pretende ficar. Só não sei o porque dessa confusão toda, se eu, você, nós sabemos bem o que queremos.
Mas também se não for, tudo bem. Ainda assim será meu anjo.

MarceleG.

sábado, 3 de novembro de 2012



"Não existe má fase que a primavera não leve. O vento no rosto, o sol na cabeça e o cheiro das flores. Que novembro venha com novos amores, novas conquistas e novos sorrisos. Que apague tudo de ruim que outubro me fez passar. E que seque todas as lágrimas que outubro deixou rolar.."

- Sâmela Almeida 

" .. Hoje a noite está tão clara que parece amanhecer, eu tento juntar cacos de palavras para lhe dar e simplesmente não consigo, talvez por não querer, talvez por não poder.. Parece tão fácil e ao mesmo tempo impossível te definir em palavras..Me tira o sono, me perturba a cabeça e ferve minha alma. É tanto desejo de te ter aqui nessa noite de lua sem luar que só faço enlouquecer de tanta vontade de qualquer coisa que acalmasse essa paixão. E ainda assim, reviro na cama e olhando o telefone não consigo te ligar. Não sei o que dizer.. "

Sâmela Almeida

Meu quarto, minha cama. O melhor lugar para ficar quando quero me aquietar, pensar na vida e ouvir músicas.

- Mãe, por favor. Se estou aqui é porque gostaria de ficar só, ouvindo o barulho do ventilador e das teclas do computador.
- O que houve minha filha?
- Nada. Só quero chorar em paz.
- Chorar? O que te fizeram?
- Nada. Só meu coração que tá doendo.
- Quer ir ao hospital?
- Não, médico algum resolveria meu problema.

E minha mãe foi embora para o seu quarto dormir, enquanto eu continuo aqui escrevendo palavras desconexas, com lágrimas de não sei o quê escorrendo pela minha face enquanto ouço Cazuza como música de fundo até quem sabe, eu conseguir dormir num profundo sono tranquilo.

Marcele Gorito