sábado, 10 de dezembro de 2011

Jamais quis pisar em um coração ferido. Poderia imaginar que fosse o meu naquele mesmo lugar. Jamais pretendi me fazer superior diminuindo o próximo. Pelo contrário. Sempre quis ter forças o suficiente para levantá-lo. Mas [...] Olhar pro lado é fácil. Olhar pra dentro é que é difícil. Tenho o direito de não estar satisfeita. Como tenho obrigação de ouvir coisas indesejadas. É fácil ter pena de si próprio, esconde seu erro e exacerba o meu. Se fazer de coitado é fácil, quero ver levantar a cabeça e fazer o diferencial. Quero ver aceitar os fatos e diminuir os atos. Ah, eu quero ver ...


Marcele Gorito.




O que me deixa assim longinqua, é saber que alguma hora acaba. E quando acabar me sentirei vazia novamente. Como antes. Os risos, os abraços e os consolos de uma noite não serão os mesmos da manhã seguinte. Isso aperta o peito. Dá saudade. Dá lembrança. E isso é chamado de " momentos ". 

Marcele Gorito.







sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Era só um sonho, mas eu queria que fosse muito mais do que isso. Queria a plena realidade. Queria de verdade, e a verdade há de estar aqui na minha cara, bem na minha frente. Espero por ela desde ontem, desde o mês passado. Acho que se perdeu no meio do caminho perante tantos obstáculos, perante tanta hipocrisia essa mentira que se tornou a verdade de tantos humanos. Humanos que não se comportam como tal. O sonho se tornou pesadelo, a mentira se tornou a verdade absoluta. Mas a verdade mesmo, essa nunca compareceu.


Marcele Gorito.

Adeus sentimento.




Acordei nessa manhã ensolarada, notei que havia algo diferente em mim e não mais que de repente me senti vazia. Algo me faltava. Faltava aquele aperto no peito. A saudade. A espera. E a desilusão. Por um instante me senti mal por na verdade não sentir nada, por não querer nada. Era doloroso, mas ao mesmo tempo reconfortante. É tão estranho ser passiva da felicidade, quando se está acostumada com a triste solidão.
 
Marcele Gorito.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011


Difícil é depositar toda a sua confiança e coragem em uma criança, mesmo quando você não as tem. Difícil é dizer para uma criança que não precisa ter medo, que você irá protegê-la, mesmo quando você não sabe como fazer isso. Difícil é olhar e ver que o tempo passa, e um dia ela estará em seu lugar, pensando o mesmo que você, tentando decifrar tudo quanto foi coisa que você não conseguiu desvendar.


Marcele Gorito.

Casa nebulosa, atormentadora.


 E eu queria estar em qualquer lugar que não fosse aqui. Bem distante daqui. Há sete mil léguas daqui talvez, ou muito mais que isso. Queria poder não ouvir tudo o que consigo ouvir; Até mesmo desconhecer as pessoas que aqui se concentram. Seria tão tranquilo quanto o mar em calmaria. Aqui é tudo tão nebuloso, tão .. Tão perturbador, e eu só queria... Fugir disso o mais rápido possível, o mais rápido que eu pudesse ser. Ir embora, sem ao menos olhar pra tras, e ignorar tudo o que um dia me fez bem, mas que hoje só conseguia me atormentar e me encabular de horror. Vida que segue, vida que vai seguir. E a minha está no meio termo, está entre o tudo e o nada.

Marcele Gorito.




" .. Eu fui tão feliz. Em todos aqueles momentos de sol no rosto e sorriso aberto com olhos fechados, até no  mais profundo silêncio de minha alma que me fez refém de mim, eu fui feliz.. As doces recordações daquele outono que vivemos juntos nunca deixaram de existir e por isso posso dizer que sou feliz e que tudo valeu a pena. Tive o mar para me fazer música e você pra me fazer feliz. A gente realmente sente falta de tudo que foi verdadeiro e que ficou eternizado, das manhas de bagunça na cozinha e de risada no sofá .. ah , eu ainda posso ouvir tua risada e ainda te tenho no coração.
De todos os momentos dificeis da vida, a gente tira uma lição. E de todos os momentos felizes a gente faz uma poesia. "

Sâmela Almeida