terça-feira, 30 de outubro de 2012


Peço aos céus um pouco de luz e menos amor. Menos dor e cabeça confusa. Irei encontrar seus passos seja onde for, nem que seja pela última vez ao menos para poder lhe dizer que você é o meu sol e que bate saudade em meu coração. Sorrio para o luar, pois de algum lugar qualquer você também pode ver a lua brilhar, e olhar para lua é como olhar para você..



Marcele Gorito

Conhecer-te!


Ah, que bom conhecer-te! Conhecer-te quando o mar estava prestes a me afogar Conhecer-te quando nada mais poderia dar certo Quando eu não tinha mais salvação Conhecer-te! Conhecer-te quando virei as costas pro mundo, e então você sorriu pra mim Conhecer-te quando minhas palavras se faziam desconexas Conhecer-te quando tudo estava dando errado... Você veio e me fez a coisa certa Se tornou o caminho certo da pessoa errada.

Marcele Gorito

Chega!


Remexo-me na cama, o sono exita em chegar, o pensamento lá em você na esperança de encontrar-te em sonho. O seu sorriso me abençoou e os seus olhos me fascinaram. Não é conto, muito menos uma história de amor, é só meu coração batendo, minha alma sorrindo e minha razão falando mais alto. Hoje penso mais, não acredito em falsas promessas; devaneios só enquanto estiver no conforto de minha cama, sorriso de meia boca para quem me é indiferente. Desse modo levo meu ser, remexo-me na cama pensando em você, porém, com a consciência limpa de que não esperarei nada. Nada de incertezas, de falso amor, de alusões. Nada de rancor, nada de coração bobo e apaixonado.

Marcele Gorito

Desconhecido

O cheiro do café entrava pelas narinas e minhas mãos tremiam calorosamente, talvez por estar com medo ou por simplesmente não saber o que fazer quando chegasse em casa. Solteira. Desempregada. O barulho do metrô me trazia a vasta realidade. Aquela velha história de busca por uma nova vida fazia meu coração palpitar e minha face transpirar, assistir a TV passava-se a ser inútil e decepcionante, ruborizava a cada gesto e tentativa de argumentação equívoca. Martha! Martha!- ouvia chamar meu nome. Procurava quem, procurava onde mas era de pouca valia, era o meu próprio fantasma cobrando-me as próprias necessidades da vida, era o que chamamos de subconsciente indagando as novas perspectivas. Anoitecia em casa, anoitecia na estação de metrô, agora já era dia do outro lado do mundo, e aquela que era forte como um escudo se desfazia na sala de sua casa em meio a tantos pensamentos soltos, em meio a tanta melancolia. E logo ao amanhecer sair da cama era a coisa que ela se negava a fazer, o desemprego já era fatídico, há tempos não escrevia uma só linha, há tempos não escrevia um só livro. Coisas aconteciam em sua vida, com razões que ela mesma agradecia por desconhecer.


                                               Marcele Gorito

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Talvez um dia eu compreenda

Não sei porque mas de uns dias pra cá não consigo mais me concentrar, sentar e escrever. Nem sequer quero pensar nas palavras, talvez hoje tenha sido uma exceção. Todos me perguntam sobre o meu novo texto e ficam desiludidos quando digo que não há um novo texto há meses, nem uma mísera frase tenho conseguido formular. Não consigo ler, nem escrever. O que há de errado comigo? Porque não tenho feito as coisas que mais amo fazer nessa vida?
É estranho se sentir estranha dentro de você mesma, é estranho querer fugir de si própria e parar de se questionar. Quanto mais questionamentos, maior a confusão. Não, não gente, não é que me encontro apaixonada não, é que eu tô curtindo essa fase de não querer nem esperar nada, daí me pego assim, pensando em não sei o quê, falando palavras a vulso sem fazer questão de que compreendam.

                                                                                                                  Marcele Gorito

Eu gosto, é isso!



A verdade é que eu gosto quando ele me chama de "meu amor" ou de "garota chata", gosto quando puxa o meu cabelo ou me puxa pra perto, quando me ofende mas logo me beija, quando me encanta ou quando me irrita, quando me abraça e sorri pra mim, eu só gosto, e é isso!

                                                                                                                       Marcele Gorito

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Porque a gente é desse jeito, a gente cria conceito.



Estávamos deitados no quarto em meio a carícias e maus tratos. Era nosso jeito de amar, de querer bem um ao outro. Tanta conversa, tanto segredo jogado ao vento, tantos olhares que transmitiam encanto.  Ele fazia-me cafuné enquanto eu o mordiscava, tarde feliz não é? Pois é, a felicidade não requer apenas abraços e beijos junto a palavras bonitas. Às vezes um simples olhar pode dizer muito mais. Estávamos ofendendo um ao outro, está certo que com ofensas idiotas, mas éramos verdadeiros idiotas diante de um sentimento ao qual nenhum dos dois havia identificado qual era. Sorríamos um com o outro, trocávamos mensagem de texto para se fazer lembrar e não cair no esquecimento. Daí eu me pergunto: pra que tanta chance desperdiçada? E a verdade é que as coisas acontecem no tempo certo. Talvez se tivesse acontecido antes não teria dado certo, talvez naquele momento nenhum de nós estivéssemos preparados para tal coisa. E foi tão ruim acontecer só agora? Digo por mim que não, não foi. Porque aconteceu agora pra acontecer intenso como está sendo. E não me arrependo da quantidade de “não” que um dia dei, de quantas noites fiquei a pensar o que seria realmente bom pra mim, o que realmente me faria feliz, porque hoje me sinto bem e aprendi a dar valor a quem me quer bem, e não a quem simplesmente me quer.

Marcele Gorito