sábado, 25 de agosto de 2012


...
“Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não.”

Caio.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012


"Chegara alguém com o coração tão puro como o seu, amor pra dar e vender. Amor cheio de devaneios, amor quente, amor manso. Tão iguais que não se completavam, eram o mesmo ser."
Ele conseguia tocá-la só com as mais doces palavras, só com um simples telefonema. Recusara a acreditar. Tanto ele quanto ela.
Doce ilusão ou talvez simples amor de verão, amor que se fazia presente, mas do nada se tornou ausente.
Ausente de pessoas, ausente do próprio amor. E nisso tudo ficou o nada, o vácuo, a falta de tudo, a falta daquilo que um dia foi completo.

Marcele Gorito

sábado, 18 de agosto de 2012

Coração de pedra, resistente à tudo e à todos. Amor?! Ela não sabia o que era, tampouco
tinha sentimentos. Erroneamente Beatriz havia se tornado assim, era um meio que havia
encontrado para se proteger e não mais se machucar.
Começou a pensar mais em si e embora amasse João tanto quanto ele a amava, não
conseguia fazer-se transparente, ela amava mas amava sem saber, há muito desistiu de sentir.
João era meigo, o cara romântico e talvez o último, fazia juras e mais juras, porém, embora
amasse Beatriz com todas as forças errara muito com ela e apesar de ser desculpado, cada dia
mais a perdia.
Beatriz passou a fazer novos planos para seu futuro e não sabia mais se João faria parte deles.
O desgosto, a decepção, era maior que o amor e agora ela não era mais tão necessitada dele,
novas pessoas conseguiam preencher esse vazio.
Só restava à João a conformidade.
Se a quisesse precisaria entender que seria daquele jeito, do jeito que ele fez com que ela se
tornasse.
E ainda que estivessem juntos, cada um estava indo pro seu lado e no final da noite um "tudo
bem" de consolo.





Marcele Gorito.
Sentada ali no centro daquela velha varanda com milhares de pensamentos atormentando-me junto às lembranças que não saíam de minha cabeça, as imagens da infância, de um dia feliz e sem compromisso.
Ouvia chamar meu nome, era minha mãe chamando-me para o almoço e de repente eu tinha 6 anos, morava na velha casa da avenida. Meu pai estava alguns anos mais jovem.
Eu brincava na varanda e ouvia a risada de meus avós, era gostoso e aconchegante, tinha carinho e amor, era sábado de sol e a churrasqueira estava acesa, a brisa balançava meus pequenos cachos e minha prima corria ao pegar-me no colo.
Tantas lembranças, tantas saudades e quando dei por mim alguém me sacudia. Abri os olhos e era meu irmãozinho, com seus 3 anos apenas, que me olhava com sorriso estampado nos lábios e ao mesmo tempo beijava-me o rosto. E de repente eu não mais tinha 6 anos, agora era uma mulher, uma mulher doce e frágil.


Marcele Gorito. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

E cade as palavras na hora que todas elas fazem sentido, mas você não sabe como usa-las?!

domingo, 22 de julho de 2012


"Certo dia ao acordar percebi que estava só, afogada nas minhas tristezas e nas minhas incertezas, acordei, olhei pra todos os lados e deixei  que o silêncio da casa falasse comigo. Estava sozinha, isolada e sem força alguma para seguir em frente. Em forma de fotografia todos aqueles momentos do passado começaram a perturbar-me e uma lágrima quente eu deixei rolar na minha face. Sabia bem que era a escolha que eu havia feito, há tempos atrás achava essa escolha mais cômoda e acostumei-me, mas havia esquecido também que depois de certo tempo a saudade gosta de bater na nossa porta e a partir daí você começa a sentir falta de coisas bobas do dia a dia. E assim continuava a viver, ouvindo a minha própria voz gritando dentro de mim e minhas forças indo embora dia após dia.
E eu continuava ali; não via porque continuar, não havia motivos que fizessem que eu mudasse a atitude. Tudo parecia cinza, eu achei que estava ficando louca com essa história de solidão, já que a saudade me machucava todos os dias e eu não encontrava coragem para tentar mudar isso. Eu sabia que tinha um não e lá no fundo sabia também que poderia ser sim ou talvez, quem pode saber não é?! Mas eu não queria me arriscar, se doeu uma vez certamente doeria de novo e eu não queria me afundar mais.
Olhei para o lado e vi que a garrafa de vodka que havia comprado na semana anterior havia acabado e minha cabeça doía, doía forte; outra ressaca ao som de Caetano. O máximo que pude fazer por mim foi tomar um banho e sentar na varanda do sobrado. Olhei o tempo. Senti o vento. Chorei de saudade. Bebi meu café amargo e continuei com o passado em forma de fotografia, já que o amor dele eu nunca mais teria"

Marcele Gorito & Sâmela Anunciação
Eu queria te contar que não dói mais. Só que agora não importa tanto o que você vai pensar sobre isso. Queria que você soubesse que já vi nossos filmes milhares de vezes e nem chorei. Ok, chorei. Mas pelo filme, e não por você. Queria que você soubesse que tirei a poeira das nossas músicas, e que as ouço quase todos os dias. Porque elas me faziam mais falta do que você fez. Os nossos lugares não são mais nossos. Eu já voltei lá com outras pessoas, e escrevi lá outras histórias...Eu estou aprendendo a tocar violão. E a primeira música que toquei foi aquela música que era uma espécie de hino pra nós dois. Ela é tão linda...e sim, ela continua sendo muito nossa e lembrando demais você. Mas ainda sim, não dói.

Você não pergunta essas coisas, mas sei que gostaria de saber. Porque te conheço. E isso não mudou.Do mesmo jeito que adivinhei as coisas ruins que você aprontaria, eu sei as coisas boas que ficaram aí em você e te fazem lembrar de mim.


Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga.
E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.Confesso que me dá uma saudade irracional de você. E tenho vontade de voltar atrás, de ligar, de te dizer mil coisas, e cair em suas mãos, sem me importar com nada, simplesmente entregar-te meu coração. Mas não, renuncio, me controlo e digo para mim mesmo que não é assim, que não pode ser, que você se foi, e não volta. 
Caio Fernando Abreu